A eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 resultou em um cenário bastante incomum no retorno da delegação ao país[1][2]. Na madrugada de quarta-feira, 8 de julho, o voo fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pousou no Rio de Janeiro trazendo apenas um dos 26 jogadores que integraram o elenco oficial no torneio[1][2][3].
O único atleta a utilizar a aeronave disponibilizada pela entidade foi o lateral-direito Danilo, que atualmente joga pelo Flamengo[4][5]. Os demais jogadores optaram por seguir destinos variados diretamente dos Estados Unidos, onde a equipe nacional acabou eliminada nas oitavas de final após uma derrota por 2 a 1 para a Noruega[3][5].
Por que a maior parte dos atletas não retornou ao Brasil?
A decisão de embarcar no voo oficial de volta era opcional para os convocados[2]. Com o encerramento das atividades e sem compromissos imediatos, a maioria dos atletas aproveitou a liberação para iniciar o período de férias ou retornar diretamente aos países onde atuam por seus respectivos clubes na Europa e nas Américas[3][5].
Alguns dos principais nomes do elenco compartilharam seus destinos imediatos logo após a saída da concentração em Nova Jersey:
Neymar: Seguiu com a família para Orlando, na Flórida[4][5];
Vinícius Júnior: Embarcou com destino a Ibiza, na Espanha[4][5];
Endrick: Permaneceu em solo norte-americano antes do início de seu descanso formal[5].
O técnico Carlo Ancelotti também optou por não retornar ao Brasil com a delegação[4]. No avião da CBF, além do lateral Danilo, viajaram funcionários das áreas de comunicação, marketing e segurança, além do coordenador executivo Rodrigo Caetano e do coordenador técnico Juan[2][3][4]. O goleiro Léo Nannetti, do Flamengo, que acompanhou o grupo como quarto arqueiro apenas para auxiliar nos treinamentos, também esteve presente no voo[3][4][6].
CBF banca permanência de Carlo Ancelotti para o ciclo de 2030
Ao desembarcar no Rio de Janeiro, o coordenador de Seleções, Rodrigo Caetano, conversou com os jornalistas e fez uma avaliação do trabalho desempenhado pela comissão técnica[2][3]. Apesar da frustração geral com a eliminação nas oitavas de final, o dirigente assegurou que o plano da CBF é manter a estabilidade e garantir a continuidade de Carlo Ancelotti no comando técnico[2][7].
"A continuidade é, na minha opinião, um ponto de partida. Para que a gente não tenha um ciclo instável como foi o anterior, essa estabilidade dada à comissão técnica é um aspecto altamente positivo", ponderou Caetano[2][7]. O dirigente destacou ainda que a Copa de 2026 serviu para dar rodagem e minutos a jogadores mais jovens, que devem se firmar como a base para o ciclo da Copa do Mundo de 2030[2][7].
Durante o desembarque, o lateral Danilo preferiu não conceder entrevistas. Ele chegou a planejar sua saída pelo Salão Nobre do aeroporto, mas mudou de trajeto e deixou o terminal pela saída principal, de forma reservada[2][8].
Próximos compromissos da Seleção Brasileira
O foco do departamento de futebol da CBF se volta agora para a reestruturação da equipe e a preparação para os primeiros amistosos pós-Copa[2][3].
Os próximos compromissos da Seleção Brasileira já estão agendados para a Data FIFA de setembro[3]. O Brasil enfrentará a Austrália em solo australiano, com confrontos marcados para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane, respectivamente[3].
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