Um caso de extrema gravidade mobilizou a rede de proteção à infância e as forças de segurança pública no município de Sinop, no norte de Mato Grosso. Uma menina de 12 anos revelou que vinha sendo vítima de abuso sexual por parte de seu padrasto, de 26 anos[1][2]. A revelação ocorreu de forma dramática enquanto a criança recebia socorro emergencial sob a suspeita de ter ingerido substância venenosa[1][2].
A denúncia da menor resultou na prisão em flagrante do suspeito pela Polícia Militar e ativou protocolos integrados de atendimento de saúde e assistência social no município[1][2].
Socorro médico por suspeita de envenenamento e revelação dos abusos
O caso teve início na noite de uma segunda-feira (27 de julho de 2026)[1][2]. De acordo com o registro oficial da Polícia Militar, a menina de 12 anos estava em sua residência na companhia de uma conhecida da família quando começou a passar muito mal, apresentando sintomas característicos de ingestão de veneno[1][2].
A mulher que estava no imóvel prestou socorro imediato e providenciou a condução da criança até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Menino Jesus[1][2]. Durante o trajeto até a unidade hospitalar, em um desabafo, a menina quebrou o silêncio e relatou que vinha sofrendo abusos sexuais recorrentes praticados pelo padrasto[1][2].
Irmã mais nova de 8 anos também teria sido vítima
Ao dar entrada no hospital, a conhecida que acompanhava a menor relatou as declarações à equipe médica, que acionou imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone de emergência 190[1][2]. Os policiais deslocaram-se até a unidade de saúde e conversaram de forma preliminar com a vítima[1][2].
Durante o breve relato aos militares, a menina de 12 anos confirmou os episódios de violência sexual e revelou um agravante: sua irmã mais nova, de apenas 8 anos de idade, também já havia sido vítima de abusos sexuais praticados pelo mesmo homem[1][2].
A mãe das crianças foi localizada pelas autoridades e informou que nunca havia percebido qualquer sinal físico, comportamental ou de mudança de rotina que indicasse a ocorrência de violência sexual contra as filhas no ambiente doméstico[1][2].
Prisão em flagrante e mobilização da rede de proteção
Com base nas informações colhidas, os policiais militares realizaram diligências e localizaram o suspeito de 26 anos na residência da família[2]. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Sinop para o registro da ocorrência e autuação pelo crime de estupro de vulnerável[1][2].
A rede de proteção infantojuvenil foi mobilizada de forma imediata:
Conselho Tutelar: Conselheiros tutelares foram acionados para acompanhar o caso, acolher a irmã de 8 anos e prestar o suporte socioassistencial necessário à família[1][2];
Transferência e exames especializados: Devido ao quadro clínico decorrente da suspeita de envenenamento, a vítima de 12 anos foi estabilizada e transferida para a UPA André Maggi, onde passou por procedimentos de desintoxicação e exames periciais específicos de constatação de abuso físico[1];
Preservação da vítima: Para evitar o processo de revitimização (quando a criança é forçada a relatar o trauma seguidas vezes a diferentes interlocutores), os policiais civis e militares evitaram realizar novos questionamentos no ambiente hospitalar[1]. O depoimento formal das crianças deverá ser coletado posteriormente por meio de escuta especializada (depoimento sem dano) com o auxílio de psicólogos judiciais[1].
O caso segue sob investigação sob segredo de Justiça pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Sinop, que acompanhará o andamento dos laudos médicos e periciais para instruir o processo penal[1].
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