Peixoto de Azevedo: MP Aciona Prefeitura para Garantir Renda e Amparo a Catadores Antes de Fechar Lixão
O objetivo da ação judicial, proposta pela promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt, é obrigar a administração pública municipal a regularizar a situação jurídica, de saúde e financeira dos catadores de materiais recicláveis
Divulgação O encerramento definitivo dos depósitos de resíduos sólidos a céu aberto, conhecidos como lixões, é uma exigência legal e ambiental imposta pela legislação nacional. Contudo, o fim dessas estruturas gera um grave impacto social sobre as dezenas de trabalhadores que dependem da coleta de materiais recicláveis para sobreviver. Diante dessa realidade, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra o município de Peixoto de Azevedo, no norte do estado[1].
Inspeção no lixão revelou queima de resíduos e falta de EPIs
Fumaça tóxica proveniente da queima de materiais sintéticos; Contato direto com resíduos patogênicos e materiais inflamáveis ou perfurocortantes; Risco de contaminação por substâncias químicas perigosas e lixo hospitalar descartado de forma irregular.
Garantia de sobrevivência e transição social para os recicladores
Exigência de programa de coleta seletiva e fomento a cooperativas
Mapeamento e cadastro: Identificar e realizar o cadastramento socioeconômico completo de todos os catadores de materiais recicláveis ativos na localidade[2]; Criação de programa oficial: Desenvolver e implementar um programa formal e estruturado de coleta seletiva na área urbana, integrando e priorizando a contratação de associações de recicladores ou cooperativas populares formadas pelos próprios catadores locais[2]; Garantia de renda de transição: Assegurar o pagamento de uma renda mínima de subsistência temporária a esses trabalhadores durante o período de transição entre o fechamento do lixão e o início das operações de triagem do novo sistema de coleta seletiva[2].






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